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sexta-feira, abril 26

Fósseis - o passado no presente

Toda gente já ouviu falar dos dinossauros e das variadas teorias à volta da sua extinção. O que nem sempre é claro é que os dinossauros não foram os únicos seres vivos que se extinguiram ao longo dos muitos milhões de anos da Terra.
As Eras, uma das divisões da coluna Cronoestratigráfica, estão marcadas precisamente por estas extinções em massa, extinções essas que pode dizer-se que muitas vezes mudaram o rumo da vida na Terra.

O Paleozóico, a primeira Era do Fanerozóico, começou à 542 milhões de anos e terminou à 251 milhões de anos, é marcada pelo surgimento dos vertebrados, peixes, répteis e das primeiras plantas. Este grande aparecimento de animais dá-se essencialmente no seu primeiro Período, o Câmbrico. Ao longo desta era, ocorreu várias vezes o acontecimento contrário, mas é no último Período, o Pérmico, que se dá a maior extinção que se conhece, onde se extinguiram 90% das espécies da altura, como é o caso das conhecidas trilobites.

Fósseis de Trilobites

Mesozóico é uma palavra de origem grega e alude a “meio animal” o que nos desvenda desde logo um pouco daquilo que podemos esperar. Esta era é como que a “idade média” na coluna Cronoestratigráfica, está divida em três Períodos, Triásico, Jurássico e Cretácico, e durou aproximadamente 185,5 milhões de anos.
Conhecida como a Era dos répteis, é aqui que surgem também os primeiros mamíferos e aves e é também aqui que a flora sofre grandes alterações.
Os principais fósseis deixados desta Era são os dinossauros, que deixaram fósseis de inúmeras espécies,  os rudistas que alcançaram um número populacional elevado no Cretácico e também os fósseis de amonites, animais marinhos que são considerados excelentes fósseis do ponto de vista estratigráfico.

Figura ilustrativa de amonites
                                        
Figura ilustrativa de rudistas
                                     
Réplica de Lourinhanosaurus antunesi no Museu da Lourinhã


A Era que se estende desde os 66 milhões de anos até a actualidade é o Cenozóico, conhecida por diversos nomes, como “Idade das Plantas Floridas”, “Idade das Aves” ou “Idade dos Mamíferos”. Nesta Era o planeta toma o aspecto que conhecemos, através de fenómenos como o vulcanismo e a chamada “Idade do Gelo”. É também nesta Era que surge a grande expansão dos mamíferos e da raça humana.
Os principais fósseis característicos desta Era são os grandes mamíferos placentários, pois constituem um grande desenvolvimento desta Era. A ordem Proboscidea é um bom exemplo, sendo aqui podemos encontrar mamíferos como o Mamute.
O Cavalo primitivo é outro bom exemplo, espécie pequena, que viveu na actual América do Norte e Europa, e que se alimentava de frutos e plantas. 


Como forma de resumo, segue-se um esquema que elucida de forma mais simples os aspectos mais importante deste artigo.



Referências:
Slides das aulas disponibilizados pelos professores da disciplica de Geologia Geral (Leccionada no ano lectivo 2012/2013, 1º semestre)
Consult. 25 de Abril 2013, Disponível em http://dinossauros.weebly.com/lourinhanosaurus.html
Consult. 25 de Abril 2013, Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Trilobita
Consult. 25 de Abril 2013, Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Ammonoidea
Consult. 25 de Abril 2013, Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Mesozoico
Consult. 25 de Abril 2013, Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Paleozoico
Consult. 25 de Abril 2013, Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Cenozoico
Consult. 25 de Abril 2013, Disponível em http://www.avph.com.br/cavaloprimitivo.htm
Consult. 25 de Abril 2013, Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Mamute
Consult. 25 de Abril 2013, Disponível em http://eradosmamiferos.blogspot.pt/2013/04/cavalo-primitivo-de-tres-dedos.html

quarta-feira, março 27

Tabela Cronoestratigráfica


Todos temos noção que a escala de tempo humana é muito pequena quando comparada com a escala de tempo geológico. Uma forma de colmatar esta discrepância foi a criação daquilo a que chama-mos Tabela Cronostratigráfica.
A Cronostratigrafia relaciona a idade relativa com a idade dos estratos rochosos. Tal como existem as décadas, os anos, os meses e outras divisões temporais ao nível humano ao nível geológico existem as divisões cronostratigráficas e as geocronológicas.
Estes dois tipos de divisões têm entre si uma correspondência. Cada unidade cronostratigráfica tem uma correspondência geocronológica.



Para possibilitar uma melhor compreensão da Tabela Cronostratigráfica é importante definir as unidades que delas fazem parte.

Éon ou Eontema: é a maior unidade. Reconhecem-se normalmente três Éons, Arcaico, Proterozóico e Fanerozóico, sendo que os dois primeiros normalmente se denominam Pré-Câmbrico. Existe ainda o Hadaico que é reconhecido apenas de uma forma informal.

Era ou Eratema: estão abaixo dos Éons e foram definidos através das grandes mudanças que surgiram na Terra. A terminação "zoico" relaciona-se com a palavra zoo que se liga directamente a animal, sendo que de uma forma uma pouco abusiva se relaciona a cada uma das eras um tipo de animais, o Paleozóico a idade dos peixes, o Mesozóico a idade dos dinossauros e o Cenozóico a idade dos mamíferos. O sufixo de cada Era está relacionado com a sua posição temporal,   "Paleu" antigo, "Meso" médio e "Ceno" recente.

Período ou Sistema: situa-se entre a Era e o Período, têm intervalos que variam entre os 30 e os 80 milhões de anos, salvo uma excepção no Quaternário. Os nomes têm varias origens, deste a litologia, à geografia ou à cronologia.

Época ou Série: têm intervalos que variam entre os 13 e os 35 milhões de anos e estão entre os Períodos e as Idades. Os seus nomes relacionam-se com um recurso geográfico nas redondezas do estrátotipo em questão. Para classificar uma série dentro do intervalo utiliza-se os termos “inferior” e “superior” e enquanto nas épocas se alteram para “precoce” e “tardio”.

Idade ou Andar: a idade é a menor unidade geocronológica, é considerada a unidade base de trabalho, inclui todas as rochas formadas numa época e varia num intervalo de 2 a 10 milhões de anos. 

Assim podemos olhar para a Coluna ou Tabela Cronostratigráfica Internacional e interpretá-la de forma mais facilitada 






Referências:
Slides das aulas disponibilizados pelos professores da disciplica de Geologia Geral (Leccionada no ano lectivo 2012/2013, 1º semestre)
Slides das aulas disponibilizados pelos professor
Consult. 26 Março 2013, Disponível em http://gl.wikipedia.org/wiki/Cronoestratigraf%C3%ADa
Consult. 26 Março 2013, Disponível em http://domingos.home.sapo.pt/temp_geol_3.html
Consult. 26 Março 2013, Disponível em http://geo-fala.blogspot.pt/2011/12/tabela-cronoestratigrafica-tabela.html
Consult. 26 Março 2013, Disponível em http://geoconservacao.blogspot.pt/2013/04/tabela-cronoestratigrafica-internacional.html
Consult. 26 Março 2013, Disponível em http://www.stratigraphy.org/upload/bak/chron.htm
Consult. 26 Março 2013, Disponível em http://www.ucmp.berkeley.edu/exhibit/histgeoscale.php